NOSSA HISTÓRIA

A história da família Nardelli no Brasil, tem como berço a localidade de Matarello na Itália. Foi nessa localidade que, após a Primeira Guerra Mundial passou a pertencer a cidade de Trento, Sigismondo Agostinho Nardelli, raiz da árvore genealógica, nasceu, cresceu, casou-se com Clementina Perini Nardelli e ainda em terras italianas teve três filhos:Maria, Giuseppe e Sigismundo Filho. A título de curiosidade, as famílias Nardelli daquele tempo, eram conhecidas como “i pessalti” (os peixinhos), porque dedicavam-se quase que exclusivamente ao comércio de peixes.

Devido a situação econômica da época, os imigrantes buscavam novas oportunidades em outras terras. Foi então que no final do ano de 1874 algumas famílias de Matarello e de arredores de Trento, imigraram, chegando à Colônia Blumenau no final do mês de Janeiro. Entre esses imigrantes, estava Sigismondo e Clementina. Na Colônia Blumenau foram recepcionados por Hermann Otto Blumenau, que os alojou de imediato em barracões próprios para abrigar imigrantes, até que esses fossem instalados em seus futuros lotes. Nesses barracões ficaram por aproximadamente três meses, Clementina e os três filhos, até que Sigismondo trabalhasse seu lote para dar a primeira investida nesse terreno. Após esses três meses, Sigismondo retorna e leva consigo, em carroças puxadas a cavalo ou bois, a família na expectativa de encontrar condições de vida melhor.

Instalado com sua família em uma pobre e rústica cabana, coberta de folhas, Sigismondo e Clementina mais seus três filhos começam sua nova vida. Ele desmatando e aumentando seu lote para plantio e ela cuidando das crianças. Muito confiantes e tementes a Deus, o casal não adotava de controles anticoncepcionais, e com o passar dos anos os outros filhos vieram: Sílvia, Lúcia, Benjamim, Corina, Emma, Domingos e Clemente.

Sigismondo nunca desanimava. Mesmo com a família grande e com dificuldades, esforçou-se para que os filhos freqüentassem as frágeis escolas da época. A maior preocupação de Sigismondo para com seus filhos, porém, era a educação religiosa, ensinando-lhes que sempre em primeiro lugar está a vontade de Deus.

(Texto baseado no Livro “Terra Nostra Prometida”, de Abílio Nardelli).